quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Alunos demonstram que o 'ser criança' mudou muito desde o tempo dos internatos

A criançada de hoje está em todas as redes sociais e tem maior liberdade para se expressar
Elas têm Facebook, Twitter, Tumblr, Formspring. Admiram Luan Santana, Justin Bieber, Selena Gomez. Gostam de internet, de andar a cavalo, de brincar, nadar, ver televisão, ir à festas, ouvir música, mandar mensagens pelo celular. Na escola, adoram os amigos, os esportes, filmes e gincanas. Alunas do Colégio Auxiliadora, meninas entre 8 e 12 anos, demonstram que o 'ser criança' mudou muito desde o tempo em que a escola era um internato somente para garotas.
Antigamente, todas estavam uniformizadas com discrição e recato. Saias pregueadas com comprimento até a metade da canela, meias, sapatos fechados, blusas com mangas compridas e de gola alta. Hoje o que se vê às portas do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, em Campo Grande, são meninos e meninas conversando animadamente, e vestidos com bem menos rigor: calça jeans, camiseta do uniforme e tênis.
Pela escadaria do Auxiliadora já passaram muitas gerações. Glória Lucas, de 66 anos, fez parte de uma delas. De 1955 até 1960, foi interna do colégio e traça um perfil das crianças da época. “No internato, as crianças eram mais obedientes, não discutiam com os pais, aceitavam tudo o que lhes era ordenado. As crianças de hoje são muito mais autênticas, falam o que pensam e se expressam com maior liberdade”.
Funcionária da escola há 18 anos, Glória comenta que o mais difícil era ficar separada dos pais e admite que com o tempo passou a dar valor ao período no internato.
A Irmã Margarida Pernomian, que trabalha há três anos da Educação Infantil do Auxiliadora, acredita que as crianças de hoje já “nascem sabendo”, são bastante espertas, enquanto as de antigamente eram mais ingênuas. “Outro dia um dos pequenos me perguntou quem criou Deus, acredita?”. Irmã Margarida adora trabalhar com as crianças e as define como graciosas e simples. “Na semana da criança temos show de talentos, leitura de historinhas, exposição de livros infantis, teatro, apresentações de mágicos... As crianças ficam muito contentes!”.

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